Segunda-feira, 25 de Dezembro de 2006

Sobral Gordo

A origem de Sobral Gordo perde-se na noite dos tempos. Aldeia das mais populosas e belas da freguesia de Pomares e, também, uma das mais progressivas, graças, em parte, à acção da Comissão de Melhoramentos local que, nestes últimos anos vem operando maravilhas na transformação da fisionomia do gracioso burgo.
Plantada numa das encostas da serra do Açor, é escoltada a norte por majestosos e seculares castanheiros que lhe emprestam um ambiente de indizível beleza e frescura e, a sul, um interminável olival completa o cerco, dando-nos a ideia de um vasto e formoso jardim, abraçando o casario velho de séculos, berço de gerações sem fim, onde velhas casas de pedra negra e nua, a desfazer-se em pó, alternam com modernas e alvas construções erguidas nesta última década, num contraste perfeito de policromia e arte, como que numa afirmação não desmentida dum progresso real e afectivo.
Como pano de fundo, temos a poente, bem junto do povoado, extensos e frondosos pinheirais, verdadeiro manancial de riqueza e autêntico pulmão do aglomerado populacional; e, a nascente na encosta íngreme e escaborosa, os típicos cômoros  e assentadas serpenteiam através de vales e outeiros.
Aqui, temos nós a verdadeira fonte de subistência deste laborioso povo, pois é nestas terras de difícil acesso, fertilizadas pelas águas da ribeira da Mourísia, que colhe desde o milho ao feijão e até aos pastos, indispensáveis à manutenção dos gados, que tanto contribuem para o equilíbrio económico-financeiro do seu modestíssimo nível de vida.
Feita a descrição da terra, cumpre-nos falar também da sua gente: o sobralgordense, é extremamente amigo da sua terra e, por isso, vive intensamente os seus problemas, qualquer que seja o lugar do país ou do mundo onde viva.
Gente de bem, ordeira e trabalhadora, busca na paz do campo o pão de cada dia, com um ardor e resignação que impressionam.
As suas casas, humildes, são autênticos Santuários donde o esmoler não sai de mão vazia nem o visitante sem guarida. As suas almas simples puras - como puro é tudo o que as rodeia - elevam-nos perante Deus e o seu generoso coração, repleto de amor e bondade, torna-os dignos do nosso maior respeito e apreço, e de serem filhos dessa para nós inegualável aldeia que denominamos SOBRAL GORDO!

António Domingos, Boletim Sobralgordense, Outubro de 1958.

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publicado por Boletim Sobralgordense às 00:50
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