Sábado, 31 de Março de 2007

Os Consócios Dizem...

Quando chegou ao nosso conhecimento que, juntamente com o sr. vice-presidente da Direcção, sr. Germano da Costa, se tinha deslocado a Sobral Gordo, por motivos ligados à estrada, o nosso muito estimado amigo e presidente da Assembleia Geral da Comissão de Melhoramentos de Sobral Gordo, sr. António Filipe, "Boletim Sobralgordense", sentiu a necessidade de se pôr em contacto com tão prestigiada figura do nosso meio associativo para que ele nos puzesse ao corrente dos motivos que originaram a sua tão rápida viagem. Assim, numa tarde dum destes dias primaveris, que de pouco em pouco têm vindo visitar Lisboa, deslocámo-nos até à Leitaria Baiana, de que o nosso entrevistado é sócio. Como sempre, foi com um sorriso de boas vindas e um abraço cordial que o nosso amigo respondeu ao pedido, algo melindroso para a sua modéstia, de aceder a esta entrevista. A amizade que nos liga facilitou-nos a tarefa. Por isso, foi com à-vontade de uma conversa familiar que a entrevista principiou:

- Diga-nos, sr. António Filipe, qual o motivo que originou a sua ida repentina à nossa aldeia.

- Bem - sorriu como a querer esquivar-se à resposta directa: a estrada foi interrompida de um momento para o outro, sem se descortinarem motivos com base, capazes de tanto. Era necessário aclarar certas situações e, procurar, a todo custo continuá-la. Por isso, não hesitei em seguir o único caminho que se me apresentava: - Deslocar-me ali mais na qualidade de amigo, do que na de Presidente da Assembleia. E, como vê, fiu bem sucedido na empresa. Esclarecido o ponto principal da nossa conversa, não hesitámos, em dirigir-lhe mas algumas palavras intimamente ligadas à vida da nossa colectividade e do nosso jornal.

- Que pensa sobre a publicação do Boletim?

- Quanto a mim, é uma grande iniciativa. Creio que o tema que animou os seus iniciadores foi o de incutir nos espíritos dos nossos conterrâneos, o bairrismo, o orgulho natural de nós mesmos. Creio ainda que o Boletim veio tornar mais possível a união de todos, veio lembrar-nos que fazemos parte da mesma família e que ela poderá viver na melhor das uniões. No campo assiciativo, veio lembrar a todos, os estatutos que têm andado um tanto esquecidos.

- Em sua opinião, como encara a actividade da Comissão de Melhoramentos de Sobral Gordo?

- Óptima, é a palavra que melhor se coaduna para essa actividade. As Direcções têm sido incansáveis no propósito de fazer mais e melhor, como é nosso lema, mostrando bem, do que é capaz, a vontade do espírito combativo. A ninguém podíamos exigir mais que aquilo que se tem feito... Nas suas iniciativas há um exemplo que deve ser seguido pelos vindouros, dos quais há muito a esperar!

-Como encara o futuro da Comissão, nos aspectos material e social?

- Com a esperança de que tudo continue a caminhar pelo melhor. Para maior incremento será necessário um maior número de sócios e um maior apoio, quer moral quer material, às iniciativas em curso. Só assim se poderá fazer face às necessidades, cada vez maiores, e que este organismo tenta, na medida do possível, debelar. Mas, como disse há pouco, tenho fé na compreensão e no bom senso de todos.

- Qual o melhoramento relizado que maior satisfação lhe proporcionou?

- Conseguir-se o posto escolar. Agora há que proporcionar, com a construção de um edifício próprio, onde nos possamos reunir em família, uma alegria maior! Ele virá mais breve do que espero, tenho a certeza.

- Como sobralgordense e amigo devoto da sua terra natal, diga-nos a sua aspiração máxima?...

- Ver a nossa estrada concluída. Ela virá, embelezar a nossa região, além de tornar possível a aproximação de todoas as povoações vizinhas com quem necessitamos trocar, vender e comprar... Ela será, portanto, um elo forte de ligação entre povos ainda afastados.

- Na sua opinião, quai os melhoramentos que urge realizar?

- O edifício da sede da Comissão de Melhoramentos. E, ainda, o arranjo adequado da Courela, pois essa é, sem dúvida, a sala de visitas da nossa humilde terra. Humilde ou não, é necessário que seja bonita e airosa como o espírito desenxovalhado da nossa boa gente!

- Não será o cemitério necessidade mais premente que a construção da nossa sede?

- Francamente não sei! As opiniões divergem, e para melhor solução creio que o caso deveria ser entregue à votação dos nossos associados e proceder-se segundo a opinião da maioria! Todavia, ambas urge realizar prontamente, e bem merecem o carinho e o apoio de todos nós. Talvez o «Boletim» nos venha ajudar. Eu, pelo menos, assim o espero.

Estava a fazer-se tarde. E, não queríamos tomar mais, do precioso tempo, ao Senhor António Filipe. Saímos. No abraço com que aquele dirigente se despediu de nós, sentimos o abraço gigante que há-de um dia unir os corações de todos os Sobralgordenses.

Boletim Sobralgordense, Março de 1959.

publicado por Boletim Sobralgordense às 12:51
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